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O seu nome dizem ter sido atribuído por Lindlay em 1838, uma homenagem à rainha
Vitória de Inglaterra. É uma das mais belas e conhecidas plantas da Amazónia.
Apesar de possuir folhas que podem atingir até 2 metros de diâmetro e pecíolos e
pedúnculos que podem ultrapassar 4 metros de comprimento, é uma planta anual ou
bianual. Nasce e desenvolve-se, floresce, frutifica e morre no período de um a
dois anos.
O seu crescimento está sincronizado com os período das enchentes e vazantes a
que estão sujeitas as lagoas de "águas brancas" das matas de igapó onde vive.
É uma planta aquática, de grandes folhas circulares e flutuantes, com bordas
salientes e toda recoberta por acúleos na parte inferior.
Os longos pecíolos que ficam sob a água também são recobertos por acúleos e
crescem a partir de um grande tubérculo enraizado no fundo do lago.
As flores são flutuantes como as folhas, possuindo um diâmetro que pode chegar a
30 cm. São brancas ao desabrochar, tomando-se rosadas ou avermelhas
posteriormente. As sementes da Vitória-Régia germinam no início da época das
chuvas.
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A espécie alcança o máximo de seu desenvolvimento quando as águas das lagoas
onde vive estão no seu nível mais alto. Nesse momento são produzidas as flores
que abrem no final da tarde, fechando pela manhã. Assim, os insectos que visitam
essas flores em busca de pólen são aprisionados no seu interior e libertados no
dia seguinte. Deste modo, quando visitarem outras flores dá-se a polinização da
espécie.
Quando as águas das lagoas começam a baixar, no início da época seca, as plantas
também iniciam seu definhamento. No fundo das lagoas secas ficam os restos das
plantas mortas e os frutos, cujas sementes reiniciarão o ciclo de vida da
Vitória-Régia na próxima estação. Os tubérculos são utilizados como alimento
pelos índios, que os desenterram quando as plantas morrem.
Fonte: Nossas Plantas – Amazónia – Célia de Assis, Cibele Boni de Toledo, Sergio Romaniuc Neto e Inês Cordeiro
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